A crença em Maria

 

A essência da adoração na Igreja Católica Romana não gira em torno do Pai, nem do Filho e nem do Espírito Santo, mas da pessoa da Virgem Maria ou da Virgem Santíssima como é chamada.

No decorrer dos séculos surgiram as mais diferentes e absurdas crendices à cerca da humilde mãe do Salvador, como: milagres; aparições; imagens chorando, sangrando etc.

O Concílio Vaticano II decretou: “Os fiéis devem venerar a memória primeiramente da gloriosa sempre Virgem Maria, mãe de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo. Pergunta: Se Maria é a mãe de Deus, quem é o pai de Deus? Como Maria poderia ser a mãe de Deus se nasceu de um homem e uma mulher e Deus é Espírito, Criador dos Céus e da Terra? Como Maria poderia conceber este Criador se ela foi concebida em pecado, descendente de natureza humana e não Divina? (Romanos 3:23).Como pode o que foi criado conceber o que o criou. Este dogma chega a ser ridículo. Maria é simplesmente a mãe do nosso Senhor e Salvador.

Outra crença é de que Maria sempre foi virgem o que não procede segundo a narrativa dos evangelhos. Depois de decorrido os dias normais de observância da Lei de Moisés após o nascimento de Jesus, Maria deitou-se normalmente com José e teve outros filhos relatado nos evangelhos (João 2:12; Mateus 12:46; 13:55-56; Marcos 3:31; Lucas 8:19; João 7:3,5, 10; Atos 1:14; I Coríntios 9:5 e Gálatas 1:19). A igreja Católica procura encobrir esta verdade, distorcendo hermenêuticamente a Palavra de Deus para manter vivo o espírito da idolatria que envolve o nome de Maria, como se Maria tivesse se mantida virgem durante toda sua vida.

Maria também, não é a medianeira e intercessora de pecadores como a Igreja Católica ensina e faz crer. Não é advogada, auxiliadora ou adjutriz. Só há um mediador entre Deus e os homens Jesus (I Timóteo 2:5; I João 2:1; Hebreus 7:25-26).

Existem uns adesivos colocados em veículos que diz: “Peça a mãe que o Filho atende”. Isto não passa de uma falácia descabida. Jesus ensinou: ¾ “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14:13). Esse texto dispensa maiores comentários. Jesus não ensinou que tudo que fosse pedido a ele por intermédio de Maria seria atendido, mas tudo que fosse pedido ao Pai por intermédio de seu nome.

Nas bodas de Caná da Galiléia, Maria, referindo-se a Jesus, disse para os que serviam o vinho: “fazei tudo que Ele vos mandar”. Nesta ordenança Maria deixou claro que devemos fazer o que Jesus mandar e em momento algum reivindicou para si qualquer poder, autoridade ou mediação. Jesus por sua vez nunca mandou os discípulos prestarem culto ou adoração a sua mãe. 

Não há nenhum embasamento teológico em todo o Novo Testamento para respaldar a prática da idolatria à Maria. Há uma teologia voltada para essa prática chamada de Mariologia, que nada mais é senão uma teologia infundada e sem consistência bíblica, própria dos que negam a Palavra da Verdade.

Nenhum dos evangelistas. Nenhum dos demais escritores do Novo Testamento. Nem Paulo, nem Pedro, nem Tiago, grandes doutrinadores da Igreja Cristã deram essa orientação.

A própria Maria quando expressou sem cântico disse: ¾“A minha alma engrandece ao Senhor; e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada” (Lucas 1:46-48). Deus atentou para a humildade de Maria. Ela era uma mulher pura e irrepreensível. Estava casada com José e aguardava o decorrer dos dias previstos na Lei para juntar-se a seu marido em uma só carne. Ela era uma mulher santa. Maria não se contaminava com a vida pecaminosa que agitava o mundo de seus dias. Ela era diferente. Era especial,. Em seu cântico glorificou a Deus, seu Salvador. Maria nunca se arvorou como mãe de Deus. Ela reconhecia a sua limitação como pessoa humana carente de salvação.

Pela graça e misericórdia de Deus foi escolhida para ser a mãe da natureza humana de Jesus. Maria nunca alimentou em seu coração a idéia de se passar por mãe de Deus. Ela era simplesmente Maria, uma mulher bem-aventurada, nada mais.

 

Augusto Bello de S Filho

Bel em Teologia

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